Valladolid – Espanha

[Este roteiro faz parte de Espanha 15 dias: Valladolid (12 noites) + bate-e-volta para Ávila, Salamanca, Simancas e Segóvia e Madrid (1 noite)]

Valladolid, capital de Castilla y León, com cerca de 300 mil habitantes também é conhecida pelos locais como Pucela, mas ninguém conhece a origem deste apelido. A região é cheia de história, joia arquitetônica e conhecida internacionalmente por seus vinhos.

Estive com minha irmã Ana Luiza por 15 dias pra um curso de espanhol na Fundación de Lengua Española. Ganhamos uma bolsa e indicamos a escola. Vale tentar uma vaga pelo site, aqui!

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Nossa turma na Plaza Zorrilla

Estivemos lá no final de novembro a começo de dez/15 e fez uma média de -2º C a 6º C. A cidade tinha sido eleita como tendo a mais bonita iluminação de natal pelo aplicativo “Ríos de Luz”, por culpa de seus prédios com iluminação especial.

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Plaza Mayor

Onde ficar: A escola onde fomos estudar oferece hospedagem em casa de família e residência universitária, mas como viajei com minha irmã, ficou mais barato alugarmos um apto. Pegamos um excelente no centro, a 2 minutos a pé da escola, pelo Airbnb. Sem contar que a anfitriã, a Pilar, uma espanhola de Cuenca, nos acolheu maravilhosamente. Link pro apto aqui! Recomendo MUITO!

Como chegar: Do centro dá pra ir a pé para a rodoviária (Puente Colgante, 2) e estação de trem (Calle Redondo s/nº). Viemos de ônibus de Madri (3h), onde chegou nosso voo, a estação de ônibus fica dentro do aeroporto de Barajas, mamão com açúcar! Voltamos de trem pra lá (1h). Tem aeroporto em Valladolid, o Villanubla.

Por ser uma cidade pequena não tem metrô. O sistema de ônibus se chama Auvasa. E tem aquele ônibus aberto (foto abaixo), de dois andares, que circula pelos pontos turísticos, mas apenas nos finais de semana. A escola nos deu o cartão, mas ele também está à venda na Oficina de Turismo, o VLL Card, que dá acesso livre e grátis durante 24h neste ônibus e museus e outras atrações turísticas. Veja aqui. Pra quem é de bike, tem o Vallabici, com 31 pontos espalhados.

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As meninas no bus turístico.

O que fazer:

Valladolid nos surpreendeu. É muito rica e organizada em coisas pra se fazer. É uma joia de cidade e as pessoas são extremamente gentis e simpáticas. Sem contar o espanhol, que é o mais puro, sem sotaques. Se te interessa, procure saber de piscinas e bibliotecas públicas.

Na Oficina de Turismo (Acera de Recoletos), um escritório grande, que tem na Plaza Zorilla, você pode encomendar passeios guiados bem legais. http://www.info.valladolid.es/turismo/servicios/oficinas-de-turismo

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Pista de gelo montada ao lado da Oficina de Turismo durante os invernos

Fizemos um tour guiado pela escola no dia em que chegamos ali pelo centro histórico e vale a pena pra você ter uma ideia geral da história da cidade. Na Oficina de Turismo você pode pegar gratuitamente folhetos com as rotas indicadas e segui-las por conta própria, são 13 possibilidades! Por ex. Ruta de los Reyes, Valladollid Histórica, Valladolid Capital de la Corte, Rota Ríos de Luz (noturna), etc. As visitas guiadas acontecem todos os finais de semana. Quer saber mais, clique aqui.

*Fique de olho nos horários de atrações turísticas. Aqui tem siesta, por isso alguns locais fecham durante algumas horas.

Plaza Zorrilla: José Zorilla foi um poeta e dramaturgo vallisoletano. Foi ele quem criou o clássico personagem Don Juan! Esta praça é bem central e bonita. Nela está situada o Parque Campo Grande, pulmão da cidade. É um pequeno e seguro parque público para dar um passeio, daqueles com lago com cisnes, patinhos e pavões. Na cidade também se encontra a Casa Museo Zorrilla (Fray Luis de Granada, 1), bem simples e onde viveu o próprio. Fecha 2ª-feira, entrada gratuita.

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Plaza Zorrilla

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Parque Campo Grande

Universidad de Valladolid: pequenininha, qualquer um pode entrar pra conhecer, tem afrescos pintados com a história de Don Quijote. Em estilo barroco, data do século XV. Na Plaza Universidad há uma estátua de Miguel de Cervantes e vários bares, cafés e restaurantes pra ir de tapas.

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Plaza Mayor: quase toda cidade espanhola tem a sua. Essa é bem bonitinha, do século XVI, com alguns cafés ao redor e muito frequentada pelos vallisoletanos sobretudo à noite.

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Casa de la India: única na Espanha, fundação com atividades culturais da Índia. Nesta linha, o Museo Oriental, com arte da China, Japão e Filipinas.

Museu Nacional de Escultura (Calle Cadenas de San Gregorio, 1): a menina dos olhos da cidade. Um dos museus mais importantes da Espanha, realmente belíssimo já na fachada. Fica no antigo colégio San Gregorio, fundado no século XV, antes centro de estudos teológicos de frades. Fecha 2ª-feira, €3.

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Eu e Aninha, irmã caçulinha!

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Casa Museo de Cervantes (Calle Rastro, s/nº): uma fofura de casa, muito bem cuidada como tudo por aqui! Nesta casa, ele viveu com sua filha Isabel, duas irmãs e uma empregada em 1604 e 1605. Toda mobiliada, tem sua cama e escrivaninha onde trabalhava. Fecha 2ª-feira, €3.

 

 

 

 

Casa Museo de Colón (Calle Colón, s/nº): Cristóvão Colombo faleceu em Valladolid e este museu, todo moderninho e interativo, é muito interessante pra nós brasileiros que aprendemos sobre as conquistas do descobridor da América na escola. Mais um espaço bem conservado e organizado da cidade. Fecha 2ª-feira, €1.

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Igrejas

Catedral Metropolitana: a principal da cidade tem missas todos os dias. ; Catedral e Ruinas de la Colegiata, Iglesia de la Santa María de la Antigua, etc. O patrono da cidade é San Pedro Regalado e 13 de maio é feriado, seu aniversário.

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Catedral

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San Pedro Regalado

Cata de vino é degustação de vinho. Muito comum em Valladolid. Fui com a Dora, colega de curso, e passamos um bom momento lá. Degustamos 3 taças de vinho, cada uma vinha com um tapa. A primeira era sopa de ajo blanco, prato típico de lá, deliciosa, recomendo provar, a segunda, bocadillo de jamón con tomate e a última, cuajada, sobremesa também local. O lugar era o máximo, Señorita Malauva, uma loja de vinhos bem sucedida e havia um espanhol, dono da vinícola, muito espirituoso explicando sobre cada taça que tomávamos. Os vinhos que provávamos harmonizavam com o que nos era servido para comer. Conhecemos os espanhóis da mesa, éramos as únicas estrangeiras. Foi muito divertido e gostoso, um jantar! O evento e local foram indicação da escola, mas você pode agendar pela página deles no Facebook. Só entra com reserva porque fica cheio.

Museo de la Ciencia (Av. Salamanca, s/nº): um prédio moderno com uma linda ponte de anexo. Vale o passeio, mesmo que você não entre pra conhecer o museu. Têm lá um moderno planetário digital. Fecha 2ª-feira, €9. Carinho, né? Deixe pra ir na 3ª-feira, €5.

Río Pisuerga e Parque de las Moreras: pra um dia de sol, caminhar pela orla do Pisuerga, tem até praia de rio, imagino como será no verão, se as pessoas nadam.

Você pode conjugar o passeio pelo rio com uma visita ao Patio Herreriano (Calle Jorge Guillén, 6), um museu de arte contemporânea que fica no Real Monasterio de San Benito, do século XVI, de estilo gótico, erguido sobre os restos do antigo Alcázar Real. Adorei a visita que nem leva muito tempo. O nome do museu é homenagem a Juan de Herrera, destacado arquiteto renascentista espanhol nascido no século XVI. Era arquiteto do rei Felipe II e influenciou muitíssimo na arquitetura espanhola. Foi ele por exemplo quem fez o Monasterio da cidade de El Escorial e o projeto do arquivo nacional espanhol localizado em Simancas. Fecha 2ª-feira, €3.

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Os pra sempre reis Juan e Sofía

Compras:

Se você gosta de shopping, o maior lá é o Centro Comercial Río Shopping (Calle Me falta um tornillo, 3). Fica mais afastadinho, tem que pegar ônibus. Aos domingos as lojas fecham, só fica aberta a praça de alimentação.

Descobrimos essa loja que é uma graça pra presentes: Natura (Calle Lopez Gomez, 17)

E tem duas lojas do Corte Inglés, uma perto do Museu da Ciência e outra bem no centro.

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Minha mala veio bem carregadinha

Onde comer:

Plaza de España: todas as manhãs tem mercado de flores, frutas e verduras.

Señorita Malauva (Esquina Catedral – Cascajares): loja de vinhos para fazer cata de vino. Programa super legal! Tem que agendar.

El Castillo (Paseo de Zorrilla, 46 e Calle Montero Calvo, 1): o melhor e mais tradicional churros con chocolate da cidade. Lembre-se que churros é o mais fininho, e a porra é o churros mais grosso. Não se assuste com este falso amigo! Rs São dois na cidade, um no Paseo Zorrilla e outro no centro, ambos pertinho de você, se estiver centralmente localizado.

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Aninha in heaven!

Cascajares (Plaza Martí Y Monsó, 1) : bar de tapas perto da Catedral. Eles dão deliciosas tapas com cada bebida que você escolher.

Oh La la (Bautista De La Salle, Plaza San Juan): o restaurante fica na Plaza San Juan Bautista, em pleno Paseo Zorrilla. Almoçamos muito bem lá naquele esquema menu do dia.

El Trébol (Calle de Turina, 18): café com cruasán. Perto da Universidad.

La Parrilla de San Lorenzo (Calle Pedro Niño, 1): entramos pra almoçar sem saber de nada neste restaurante no nosso 1ª dia e fomos surpresas pela grandiosidade do lugar que mais parecia um museu! Fomos bem atendidas e comemos bem. É mais caro.

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Pra finalizar, nós e nossos certificados do curso de espanhol avançado!

 

 

 

 

 

 

 

*Este roteiro faz parte de Espanha 15 dias: Valladolid (12 noites) + bate e volta para Ávila, Salamanca, Simancas e Segóvia e Madrid (1 noite)

Em breve posts destas cidades.

*todas as fotos são de nossa autoria..
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